Bad Bunny exalta a América Latina e faz história no Super Bowl; Trump chama apresentação de afronta à grandeza dos Estados Unidos

Show do cantor porto-riquenho Bad Bunny foi o assunto no dia seguinte ao Super Bowl O show do cantor porto-riquenho Bad Bunny foi o assunto no dia seguinte ao Super Bowl. O artista pop mais escutado do planeta em 2025: o porto-riquenho Benito Martínez, o Bad Bunny. E esse é o maior evento anual dos Estados Unidos: o Super Bowl. A maior festa americana foi latina também. Bad Bunny levou um pouco de Porto Rico para o show do intervalo. A ilha caribenha faz parte dos Estados Unidos, mas mantém uma identidade nacional. E estava tudo ali: a paisagem tropical, os trabalhadores do campo de cana-de-açúcar, os senhores jogando dominó, o boxe, La Casita - a icônica casa rosa onde o astro costuma receber convidados; dessa vez tinha Pedro Pascal e Jessica Alba. Teve até casamento na festa - e era de verdade. A única parte em inglês foi a participação de Lady Gaga, mas um inglês com molho, em ritmo de salsa. E o lugar que guarda a cultura e a identidade de Porto Rico há décadas em Nova York é o Caribbean Social Club. Aliás, Nova York, não. Como diria Bad Bunny: Nuevayol. O bar - que está fechado; é segunda-feira - é conhecido como Tonita, em referência ao nome da senhora que é dona. Bad Bunny foi até lá várias vezes e citou a Tonita na música dele. E, é claro, que ela não poderia ficar de fora do Super Bowl: dona Tonita entregou uma bebida para ele. Bad Bunny com a bandeira de Porto Rico Foto/AP Photo/Mark J. Terrill Se os porto-riquenhos estão felizes com o show, os moradores de Seattle celebraram - e muito - o que viram dentro de campo: a vitória por 29 a 13 do Seattle Seahawks para cima do New England Patriots. A NFL movimentou neste domingo (8) mais de US$ 17 bilhões em direitos de televisão, venda de ingressos e comercialização de produtos. É muito dinheiro e é muita gente assistindo: 234 milhões de pessoas em 190 países assistiram ao jogo pela TV. Ao jogo e à apresentação de Bad Bunny. Era entretenimento, mas era também um recado político em um momento em que o governo do presidente americano, Donald Trump, promove uma agenda anti-imigração. Trump não gostou. Escreveu nas redes sociais: “Este show do intervalo do Super Bowl é absolutamente terrível. Um dos piores de todos os tempos. É uma afronta à grandeza dos Estados Unidos e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência”. Bad Bunny cumprimenta Lady Gaga, que fez participação em show do cantor no Super Bowl Carlos Barria/g1 A apresentação foi exaltada por outros artistas e personalidades. O ator Ben Stiller e a cantora Jennifer Lopez elogiaram Bad Bunny: "Nós estamos todos com você esta noite", disse a cantora. Bad Bunny falou apenas uma frase em inglês durante toda a apresentação: “Deus abençoe a América”. Bad Bunny citou, um por um, todos os países do continente, incluindo os Estados Unidos, e resumiu na mensagem escrita na bola de futebol americano: “Juntos, somos a América”. LEIA TAMBÉM Bad Bunny no Super Bowl: entenda os principais momentos do show que enfureceu Trump Trump detona show de Bad Bunny no Super Bowl: 'Afronta à grandeza da América' É #FAKE que show de Bad Bunny no Super Bowl teve participação de Liam Ramos, menino de 5 anos detido pelo ICE FOTOS: Bad Bunny se apresenta no intervalo do Super Bowl
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