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Golpistas Usam Cartões Clonados da Dark Web: Polícia do AM Procura Suspeitos de Fraudes Online

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Golpistas Usam Cartões Clonados da Dark Web: Polícia do AM Procura Suspeitos de Fraudes Online

A Polícia Civil do Amazonas está investigando uma rede de estelionato digital que envolve a compra de dados de cartões de crédito na dark web e a aplicação de golpes virtuais em lojas da região Norte do Brasil. O caso ganhou destaque após a identificação de dois principais suspeitos: Stanley de Souza Oliveira e Janderson de Souza Leal.

Ambos são acusados de integrar um esquema de fraude online altamente organizado que já causou prejuízos significativos a empresas e consumidores.


Como funcionava o golpe com cartões clonados

De acordo com o delegado Cícero Túlio, responsável pela investigação, os criminosos adquiriram dados de cartões de crédito de vítimas em vários estados do país por meio da dark web, uma área oculta da internet usada frequentemente para atividades ilegais.

Esses dados eram então utilizados para realizar compras fraudulentas em estabelecimentos comerciais do Amazonas e Pará. As compras envolviam produtos como materiais de limpeza e suprimentos de informática, que posteriormente eram revendidos a preços bem abaixo do mercado.

“Eles obtêm dados de cartão de crédito de outras pessoas, inclusive de outros estados, e realizam compras por meio de links junto a empresas da região Norte”, disse o delegado.


Produtos comprados eram revendidos de forma clandestina

As mercadorias adquiridas de forma ilegal eram repassadas a receptadores que lucravam com a revenda rápida. Parte das cargas foi localizada e quase duas toneladas de produtos foram recuperadas.

As fraudes geraram compras que variavam de R$ 10 mil a R$ 20 mil por operação, e o prejuízo total ainda está sendo calculado pela polícia.

As lojas, em geral, só descobriam o golpe semanas depois, quando as operadoras de cartão estornavam os valores aos titulares legítimos dos cartões. Com isso, os comerciantes ficam no prejuízo, já que os produtos já haviam sido entregues.


Prisão e avanço das investigações

Um dos envolvidos foi preso em fevereiro de 2025, durante o envio de mercadoria comprada de forma fraudulenta de uma loja do Pará para Manaus.

A Polícia Civil do Amazonas segue em busca de outros integrantes da rede e já possui mandados de prisão em aberto contra Stanley e Janderson.

“Qualquer informação que ajude a localizar esses suspeitos pode ser encaminhada diretamente à unidade policial ou pelo disque denúncia da Secretaria de Segurança Pública, no número 181. O sigilo é garantido”, reforçou o delegado.


O que é a dark web e por que ela é perigosa?

A dark web é uma parte da internet que não é indexada por mecanismos de busca tradicionais como Google ou Bing. É acessível apenas por meio de navegadores específicos, como o Tor, e é frequentemente usada para práticas criminosas, como:

  • Venda de dados roubados

  • Tráfico de drogas e armas

  • Pornografia ilegal

  • Contratação de hackers

Neste caso, ela foi usada para a compra de dados de cartões de crédito, prática cada vez mais comum entre quadrilhas digitais.


Alerta aos lojistas e consumidores

O caso serve como alerta importante para lojistas e empreendedores digitais. Muitos estabelecimentos não têm um sistema eficaz de verificação de fraudes em compras online, o que facilita ações como essa.

Também é fundamental que os consumidores monitorem seus extratos bancários e uso de CPF no Conecte SUS e outros sistemas, para identificar movimentações estranhas.


FAQ – Perguntas Frequentes

1. Quem são os suspeitos de comprar dados de cartões na dark web?

Os principais investigados são Stanley de Souza Oliveira e Janderson de Souza Leal, procurados pela Polícia Civil do Amazonas por envolvimento em fraude online com uso de cartões clonados.

2. O que é a dark web?

A dark web é uma parte oculta da internet onde é possível acessar conteúdos não rastreados por mecanismos comuns. Frequentemente é usada para atividades ilegais, como a comercialização de dados pessoais e financeiros.

3. Como os golpes eram aplicados?

Os criminosos compravam dados de cartões de crédito e realizavam compras em empresas da região Norte. As mercadorias eram entregues a receptadores e depois revendidas a preços baixos. As empresas descobriam o golpe após o estorno das compras pelas operadoras de cartão.

4. Que tipo de produtos foram comprados com os cartões clonados?

Principalmente materiais de limpeza e suprimentos de informática. Quase 2 toneladas de produtos foram recuperadas pela polícia.

5. Como denunciar os suspeitos?

Informações podem ser encaminhadas à Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, pelo telefone 181. O sigilo do denunciante é garantido.


Conclusão

O uso criminoso de dados de cartões de crédito, especialmente adquiridos na dark web, representa uma ameaça crescente ao comércio eletrônico e à segurança financeira dos brasileiros.

A atuação da Polícia Civil do Amazonas neste caso é fundamental para interromper a cadeia de fraudes e proteger consumidores e empresas.

Fique atento, monitore seus dados e, ao menor sinal de irregularidade, denuncie às autoridades.




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