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traficantes Desviaram R$ 40 Milhões do Programa Farmácia Popular em Mega esquema Nacional



Traficantes Desviaram R$ 40 Milhões do Programa Farmácia Popular em Mega esquema Nacional

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Investigação da Polícia Federal revela desvio de quase R$ 40 milhões do Farmácia Popular por traficantes que usavam farmácias de fachada e CPFs de inocentes para lavar dinheiro do tráfico internacional.

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de fraude no Farmácia Popular choca o Brasil

Uma investigação da Polícia Federal (PF) revelou um dos maiores esquemas de fraude e desvio de recursos públicos dos últimos anos no Brasil. Segundo a corporação, um grupo criminoso ligado ao tráfico internacional de drogas usou farmácias de fachada, CPFs de pessoas inocentes e laranjas para desviar quase R$ 40 milhões do Programa Farmácia Popular, financiado pelo governo federal.

Mais que desvio, o dinheiro era usado para financiar o tráfico de cocaína vinda da Bolívia e do Peru.


Como o esquema funcionava?

O golpe envolvia a abertura de farmácias fantasmas ou inativas, criadas apenas para simular o fornecimento de medicamentos custeados pelo programa. Com o uso ilegal de CPFs reais de brasileiros, muitas vezes retirados do sistema público de saúde ou vendidos por fraudadores, os criminosos emitiam registros falsos de entrega de medicamentos como insulina, anticoncepcionais e remédios para pressão.

Na prática, os medicamentos nunca eram entregues. As farmácias, porém, recebiam os repasses do Ministério da Saúde.


Farmácias que não existiam, mas recebiam milhares de reais

Em Águas Lindas (GO), por exemplo, moradores do bairro Portal da Barragem descobriram que duas farmácias que nunca existiram fisicamente receberam quase R$ 500 mil do Farmácia Popular.

"É uma tremenda sacanagem. Moramos aqui há anos e nunca teve farmácia nesse endereço", denunciou uma moradora ao descobrir que uma farmácia fantasma havia recebido R$ 329 mil.

E não foi um caso isolado. Pernambuco, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul também foram alvos da quadrilha, que operava uma rede de 148 farmácias reais e de fachada em todo o país.


Ponto de partida: drogas apreendidas e mensagens comprometedoras

A operação teve início após a apreensão de 191 quilos de drogas com um caminhoneiro que saiu de Rondônia. Parte da carga foi entregue em Ribeirão Preto (SP) e o restante em Luziânia (GO), onde seria recebida por Clayton Soares da Silva, dono de farmácias no RS e PE.

No celular de Clayton, preso em flagrante, a PF encontrou mensagens, documentos e conversas que revelaram o funcionamento da rede criminosa. A partir dele, a polícia chegou até Fernando Batista da Silva, conhecido como Fernando Piolho, apontado como chefe da organização.


Ligação com o tráfico e lavagem de dinheiro

Segundo a PF, Fernando usava o nome da filha menor de idade para abrir empresas e movimentar grandes quantias. Uma delas, a empresa Construarte, recebeu mais de R$ 500 mil de pessoas ligadas ao tráfico.

O grupo mantinha relações com o Comando Vermelho e organizações criminosas peruanas, como o Clã Cisneros, especializado em produzir cocaína. Parte do dinheiro do Farmácia Popular foi usada para financiar operações do tráfico na fronteira com Bolívia e Peru.


CPFs usados em fraude e vítimas reais

A investigação mostra que mais de 160 mil CPFs foram utilizados indevidamente. Pessoas comuns descobriram que seus dados haviam sido usados para simular compras falsas de remédios.

O dentista Gustavo, de Sumaré (SP), foi uma das vítimas. Ao acessar o Conecte SUS, descobriu que seu CPF foi usado para retirar mensalmente até 20 caixas de insulina — apesar de nunca ter tido diabetes.

Outra suposta compradora era Francisca Ferreira de Souza, empregada doméstica registrada como dona de cinco farmácias, apesar de viver em uma casa simples em Luziânia (GO). Sozinha, movimentou quase R$ 500 mil.


Venda de CNPJs e participação de laranjas

A PF identificou também Célia Aparecida de Carvalho como fornecedora de CNPJs falsos. Um dos CNPJs vendidos por ela acabou nas mãos de Adriano Rezende Rodrigues, o Adriano Tatu, sócio de uma farmácia que recebeu quase R$ 1 milhão do Farmácia Popular.

Esses registros serviam para camuflar o real destino do dinheiro: lavagem de capital e financiamento de operações criminosas.


Esforços do governo para combater fraudes

O Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) afirma que diariamente combate mais de 140 mil tentativas de fraudes no Farmácia Popular. As tentativas incluem desde o uso indevido de CPFs até documentos falsificados.

“Estamos fortalecendo os filtros, mas o volume de dados e a criatividade das fraudes exigem tecnologia e integração entre sistemas”, declarou Rafael Bruxellas Parra, diretor do Denasus.


Perguntas Frequentes (FAQ)

O que é o Programa Farmácia Popular?

É um programa do governo federal que oferece medicamentos gratuitos ou com até 90% de desconto para a população. Ele exige CPF, documento com foto e receita válida.


Como a fraude foi descoberta?

Começou com uma apreensão de drogas e, por meio de mensagens no celular de um suspeito, a PF desvendou a conexão entre tráfico de drogas e desvio de dinheiro público via farmácias.


Quantas farmácias estavam envolvidas?

A investigação identificou 148 farmácias, entre reais e de fachada, utilizadas para emitir pedidos falsos de medicamentos.


Quantas pessoas tiveram seus CPFs usados?

Cerca de 160 mil CPFs foram utilizados pela quadrilha, sem o conhecimento das vítimas.


O dinheiro foi usado para quê?

Parte dos valores desviados foi lavada em empresas fictícias e outra parte enviada para financiar compra de cocaína no Peru e Bolívia, abastecendo o tráfico no Brasil.


Como saber se meu CPF foi usado?

Você pode verificar seu histórico de medicamentos e uso de programas públicos acessando o Conecte SUS:
🔗 https://conectesus-paciente.saude.gov.br


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